Transporte – GAR Autopeças https://garautoparts.com.br Wed, 08 Mar 2023 14:02:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8 Mulheres habilitadas para dirigir veículos grandes são minoria, porém o número está crescendo https://garautoparts.com.br/mulheres-habilitadas-para-dirigir-veiculos-grandes-sao-minoria-porem-o-numero-esta-crescendo/ Wed, 08 Mar 2023 14:02:17 +0000 https://garautoparts.com.br/?p=8103 Em 2022, apenas 3,4% dos condutores habilitados para dirigir caminhões, ônibus e carretas são mulheres, segundo a Secretaria Nacional do Trânsito (Senatran). Em São Paulo, dados do CAGED mostra que, dos 70.641 dos motoristas admitidos, em 2021, apenas 1,51% eram do sexo feminino.

No mesmo período, de maneira geral, no setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) ocorreu um aumento de 61% de mulheres contratadas, porém a maioria ainda se concentra em áreas administrativas, de acordo com o Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), órgão de pesquisa parceiro do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP).

O gradual aumento no número de motoristas femininas é um reflexo das práticas de ESG, como conta Ana Jarrouge, presidente Executiva do SETCESP. “A grande maioria das empresas possuem vagas de motoristas em aberto e, aliadas às pautas ESG (do inglês governança ambiental, social e corporativa, é um conjunto de práticas voltadas para o desenvolvimento sustentável), tais oportunidades se tornam cruciais para a sustentabilidade dos negócios toda equipe de RH está atenta para a diversidade nos processos seletivos.”

Movimentos como Vez&Voz, o qual Jarrouge é idealizadora, é uma outra ferramenta de inserção de mulheres dentro do transporte rodoviário de cargas. Cursos de capacitação, administração e ações de inserção no mercado de trabalho são realizados pelo movimento para incentivar motoristas.

Solange Voss Emmendorfer, de 58 anos, é motorista de bitrem – um caminhão que é combinação de dois semirreboques acoplados entre si –, e defende que o conhecimento técnico da área é extremamente importante. “Fazer cursos de referência na área em que vá ingressar e procurar conhecer, pelo menos, um pouco da rotina do dia a dia da empresa em que ela pretenda entrar, pois o setor de transportes é muito amplo e cada empresa atua num segmento específico”, conta.

Informações divulgadas pelo PNAD Continua, publicado no dia 19 de janeiro, revelam que, no trimestre que encerrou o ano de 2022, houve um aumento de 10,7% no número de colaboradores no setor de transporte, armazenagem e correio, mais 513 mil pessoas. No geral, o desemprego caiu 8,1% no final do ano, menor número desde 2015.

Dados do SETCESP revelam que, em 2021, ocorreram 32.094 admissões de motoristas mulheres em empresas de TRC. “As lideranças empresariais estão mudando de pensamento, até porque se não abrirem os olhos para todos os talentos, independentemente de gênero, raça, etnia, credo etc., estarão fadadas ao insucesso. A diversidade é real, necessária e a empresa que não estiver atenta a isso não perdurará no mercado”, conta Jarrouge.

 

FONTE: Portal NTC

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Movimento de caminhões avança nas estradas brasileiras https://garautoparts.com.br/movimento-de-caminhoes-avanca-nas-estradas-brasileiras/ Tue, 14 Jun 2022 18:51:48 +0000 https://garautoparts.com.br/?p=8098 O movimento de caminhões aumentou 1,7% nas estradas pedagiadas do Brasil na comparação com abril. Da mesma maneira, o avanço na comparação com maio de 2021 foi de 4,9%. E de 2,8% nos últimos doze meses. Os dados são do Índice da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, ABCR, feito em conjunto com a Tendências Consultoria.

A explicação para o aumento do movimento de caminhões nas estradas é o ritmo acelerado da produção industrial. Isso porque a alta demanda dos últimos meses demonstra resiliência frente à inflação de insumos na cadeia de suprimentos. Assim, a tendência é que a expansão do volume de caminhões aumente nos próximos meses.

Mais crescimento em São Paulo

Seja como for, as estradas paulistas registraram mais crescimento em maio na comparação com abril. Assim, a alta foi de 4,3% no período. Por outro lado, na comparação com maio do ano passado, o crescimento foi de 5,5%. E, por fim, acréscimo de 1,9% nos últimos doze meses.

De qualquer maneira, o fluxo de caminhões nas estradas do Rio de Janeiro aumentou 1,4% sobre abril e 9,6% na comparação com maio de 2021. Seja como for, o movimento cresceu 5,7% nos doze meses.

Fluxo de leves também cresceu

Da mesma forma, houve maior movimento de veículos leves nas estradas pedagiadas do Brasil. Segundo o levantamento da ABCR, em maio o fluxo avançou apenas 0,2% sobre abril, porém, aumentou 8,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ou seja, nos últimos 12 meses, registrou aumento de 10,6%.

Segundo análise de economistas da Tendências Consultoria, o aumento do fluxo de leves tem acompanhado a normalização das condições de oferta e demanda de serviços presenciais. Esse é o caso do turismo e do lazer. O cenário, aliás, deve-se à “maior segurança sanitária das famílias”. Seja como for, a soma do movimento de veículos leves e de caminhões ocasionou um aumento de 1,3% no fluxo geral em maio sobre abril. Assim, na comparação com maio do ano passado, a alta foi de 7,6%. E de 8,5% nos últimos 12 meses.

 

FONTE: Estadão

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CNT faz raio X do transportador de carga no Brasil https://garautoparts.com.br/post-de-exemplo/ Mon, 04 Apr 2022 15:18:10 +0000 https://garautoparts.com.br/?p=7763 A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou a primeira edição da Pesquisa CNT Perfil Empresarial. Como o nome sugere, o estudo traz um raio X do empresário do setor de transportes. E revela como as companhias estão lidando com o atual cenário de incertezas econômicas.

O tamanho do setor do transporte rodoviário de carga (TRC)

Vale ressaltar que operam no mercado de transporte de carga cerca de 266 mil empresas. Por sua vez, o número de transportadores autônomos supera os 847 mil. Além disso, há 519 cooperativas de transporte rodoviário de cargas. Como resultado, a frota do setor é de 2,5 milhões de veículos, entre caminhões e implementos rodoviários. Ou seja, 70% a mais do que o registrado há 15 anos.

Segundo a CNT, das 464 empresas que participaram da pesquisa, 59,3% estão no mercado há mais de 20 anos. As que têm entre 15 e 20 anos são 12,7% e as entre 10 e 15 anos, 13,1%. As abertas entre cinco e 10 anos são 11,2% e as que atuam há menos de cinco anos são 3,7% do total.

O levantamento identificou ligações entre o porte e o tempo de atuação dessas empresas no setor. Ou seja, o porcentual de companhias de médio e grande portes aumenta conforme cresce a faixa de tempo de atuação no mercado. Em outras palavras, 17,6% foram abertas a até cinco anos, 30,8% têm entre cinco e 10 anos, 37,7% foram abertas há 15 anos, 54,2% a até 20 anos e 78,2% há mais de 20 anos.

O perfil das empresas

Dos entrevistados, 42,5% afirmam que escolheram o setor de olho nas oportunidades de negócio. Além disso, 38,6% disseram se tratar de atividade familiar e 15,1% vieram de outras modalidades de transporte.

De acordo com a pesquisa, as motivações também variam de acordo com o porte das empresas. Ou seja, no caso das empresas de médio e grande portes, 44,2% são familiares, ainda que 40% informem que as oportunidades de mercado lhes sejam próximas. Já nas de pequeno porte, há um claro predomínio das oportunidades de mercado (49,6%). Já as familiares são 27,6% do total.

Preço do diesel e do frete impactam o setor

As frequentes altas do preço do diesel foram apontadas por 82,3% dos entrevistados como o fator que mais traz dificuldades ao setor. Outra queixa está ligada à elevada carga tributária, de acordo com 56,5% dos entrevistados. Depois, aparece a dificuldade de reajustar os valores do frete, apontada por 40,1% das empresas.

A pesquisa mostra que 99,89% dos veículos dessas empresas são a diesel. Já o gás natural veicular (GNV) e a eletricidade respondem por apenas 0,11% do total da frota. Assim, a dependência quase total de combustíveis fósseis dificulta a gestão financeira. Bem como afeta suas margens de lucro.

Manutenção da frota

Do mesmo modo, realizar a manutenção da frota em oficinas próprias ou terceirizadas impactam os custos. Das empresas participantes da pesquisa, 44,4% utilizam apenas oficinas terceirizadas. Além disso, 40,5% recorrem aos dois tipos de atendimento. Por fim, 13,4% utilizam apenas oficinas próprias.

Além disso, das que utilizam oficinas terceirizadas, 24,4% são microempresas. As próprias são utilizadas por 37% das pequenas e 47,6% por médias empresas. No caso das grandes, são 74,1%.

Perfil da frota das empresas

A maior parte, ou 50,6% das transportadoras, não conta com programa de renovação de frota. Por outro lado, o fato de 47,4% das empresas contarem com programas próprios é um dado considerado muito positivo pela CNT.

Seja como for, a idade média dos veículos é menor conforme aumenta o porte da empresa. Dessa forma, apenas 11,1% das microempresas têm programa próprio de renovação. No caso das pequenas, o número é de 25,2%. Nas médias e grandes, são 45,2% e 70,7%, respectivamente.

Acidentes nas rodovias

A preocupação com acidentes também é um ponto importante para os empresários. Em 2021, foram registradas 64.452 ocorrências nas rodovias federais. Isso gerou um custo de R$ 12,19 bilhões. Desse total, 27,3% envolveram caminhões.

Nesse sentido, segundo a CNT, 47,2% dos empresários afirmaram que seus veículos não se envolveram em acidentes nos últimos 12 meses. Por outro lado, 39,5% registraram de um a cinco acidentes. E 4,5% informaram que seus veículos se envolveram em algum acidente entre seis e dez vezes no período.

Roubo de carga

Os roubos de carga são outro entrave à operação do transporte rodoviário. De janeiro e outubro de 2021, foram registrados cerca de 11 mil roubos nas estradas brasileiras. Ou seja, 62,5% das entrevistadas informaram que seus veículos foram alvo de ações desse tipo.

 

FONTE: Estadão

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